Ciúmes: natural ou construção social?

Muitas pessoas já me disseram que acham lindo um relacionamento aberto, mas “não conseguiria”. Que o ciúmes é mais forte do que nós. E que no fundo, a gente não quer estar com alguém sem ter a segurança de que “seu” namorado está só com você. Eu sempre vou respeitar, a pesar de quase nunca concordar. Primeiro, porque as pessoas não pertencem umas às outras, serão sempre seres donos de si mesmos. Segundo que essa ideia de segurança sempre é um ilusão, mesmo em relacionamentos fechados, já que nada impede que a pessoa termine por querer viver outra experiência ou por conhecer outra pessoa.

Sobre o ciúmes, se ele é um produto social, porque não poderíamos produzir o seu antídoto? Afinal, convenhamos que ele não faz bem nem pra quem sente e nem pra pessoa que é alvo desse sentimento de controle e posse.

Afinal, por que o amor romântico é o único tipo de amor que exige exclusividade? Se nós nunca tivemos que escolher entre amar mais o pai ou a mãe, e sim podíamos amar ambos, senão temos que amar um amigo em detrimento de outro, e se o amor não precisa ser exclusão dos demais e sim uma multiplicidade da nossa interação humana, porque o amor romântico necessariamente tem que ser em dupla.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *