Ayne indica

Hoje trouxemos um filme que dialoga completamente com nossa mesa de Identidade Materna (03/03): Olmo e A Gaivota, da brilhante diretora Petra Costa.
Por séculos vivemos com a romantização da maternidade, como se todas as mulheres precisassem passar por um processo muito específico para serem completas, ditando o que devem fazer, como devem agir… E a possibilidade de não querer ser mãe, então, nem entrava em consideração. Olmo e A Gaivota traz para discussão como a maternidade é um caminho muito mais delicado e torto do que parece. Não existe um jeito certo de lidar com isso, por mais que façamos as mesmas coisas por milênios. Mas tá tudo bem também.
Já é difícil, como mulher, conquistar espaço para a sua individualidade no mundo patriarcal, e ter que conciliar isso com uma identidade criada para nós é ainda mais desafiador. Dessa forma, Olívia, personagem principal do filme, nos convida a entender sobre tudo que as mulheres passam e nunca falam. Enterram. Sobre o conflito de ter que abrir mão de certos objetivos para criar outro ser vivo, as angústias e incertezas de ser mãe de primeira viagem… Deixamos esse espaço aberto para que vocês tragam mais questões, e bom filme!

Por Tainá Nogueira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *