Ayne – Reflete

Sou a quarta de uma família de 5 filhas.
Uma família que sempre prezou educação.
Quando meus pais se conheceram na década de 50, minha mãe já concluía a faculdade de pedagogia e meu pai havia parado no ensino médio. Pra minha mãe era imprescindível que ele continuasse os estudos. Ele acabou o ensino médio e depois de casado seguiu fazendo curso superior. Se formou como assistente social e mais tarde fez o curso de direito.



Da nossa família todos pelo menos em algum momento fomos professores. Algumas nunca tiveram outra profissão. 
Tínhamos prazer em abrir uma enciclopédia e nos perdermos no mundo da ciência e da história. Meu pai não passava um dia sem devorar o jornal diário, minha mãe lia de tudo e tinha coleções de livros de mistério, facilmente passo uma noite acordada por não poder largar um livro e da minha casa não sou a única. Minha irmã Júlia tirou seu primeiro ano de aposentadoria pra “ler”.

É muito triste ver esse país menosprezar cultura e educação a décadas, sim décadas. A muito se desdenha um diploma. Más notícias, pois, embora aparentemente seja uma idéia batida, educação é o que muda o mundo, o que provoca a crítica construtiva, a curiosidade pra saber mais, a mudança social, o desenvolvimento do ser humano. Trago de casa essas idéias porque foram importantes na minha formação, das minhas irmãs e porque quando posso tento influenciar quem a mim é caro incentivando e patrocinando cultura e formação.

Por Simone Lima

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