Ayne – Reflete

Sou separada a praticamente a 4 anos. O divórcio propriamente dito saiu há dois anos. Foi um processo lento, mas felizmente amigável.⠀

Outro dia encontrei uma amiga que sempre me diz “me dei bem” no divórcio. Sei a intenção com que ela fala isso é querer dizer que foi correto, mas sempre me incomoda (aliás disse isso a ela novamente). Na maior parte do tempo em que estive casada não trabalhei fora de casa, no entanto cuidei da família antes de mais nada. Foi uma dedicação muito grande, especialmente pensando que vivemos fora do Brasil por longos períodos e que o pai de meus filhos estava fora de casa, inclusive fora da cidade ou mesmo do país, mais de 80% do tempo. ⠀



Tivemos um acordo tácito de que para nós era o necessário e suficiente. Eu não trouxe dinheiro pra casa, mas trouxe tranquilidade, equilíbrio e bem estar à família toda, inclusive a mim, durante esses anos todos.

Tive um imenso prazer de estar com meus filhos quando pequenos e vivenciar o dia a dia deles muito próxima.

Hoje li um artigo da revista on line Medium

https://medium.com/@chrismorgan_1657/i-hired-a-wife-and-my-career-took-off-16dc8ae481fe

Interessante ponto de vista de uma profissional que tem o auxilio de uma mulher para fazer exatamente o que eu fazia por um período de tempo e que, durante esse período conseguiu dedicação e foco na carreira como não teve antes.

No mesmo momento que ouvi minha amiga caracterizar meu divórcio ouço outra que é conciliadora falar de uma sessão horrível no fórum onde o ex marido dificulta os termos de um
divórcio amigável, “afinal a mulher nunca fez nada”, por que dividir?

Tive um ex marido difícil, mas razoável?
Me dei bem?
Minha advogada é o máximo?

Pode ser ser que todas as alternativas estejam certas ou simplesmente as coisas geralmente são muito mal resolvidas pro lado das mulheres desde longa data.

Por Simone Lima


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