Ayne – Reflete

De pequena

Com meu primeiro namorado o relacionamento começou quando ambos tínhamos 15 anos. Éramos muito companheiros e considero que tivemos muita cumplicidade e mútuo aprendizado nos anos que ficamos juntos. No entanto o último ano as coisas foram ficando difíceis e nossa sintonia já não se estendia a tudo. Era meu primeiro ano de faculdade e experimentei vivenciar atividades, atitudes propiciadas pelas descobertas.

Eventualmente ele comentava sobre uma saia, o estilo da roupa que eu usava, fazia críticas. Não que eu aceitasse, mas respeitava e ouvia a opinião dele. Em geral eu até concordava. Nesse período discutíamos muito, estávamos ficando diferentes demais e eu tentava diminuir motivos de discussão. Na verdade ele já era universitário, muito bom aluno e estava estagiando. Bastante ocupado com essas atividades e o namoro não se proporcionava tempo para estar com amigos e fazer coisas pessoais. Eu, ao contrário descobri gente com quem eu me identificava melhor do que as pessoas do tempo do colégio e me encontrava com amigos em vários momentos que não incluíam meu namorado. Certo dia eu comentei que o coro onde eu catava tinha sido convidado a se apresentar em outro estado e quando viajaríamos. Ele simplesmente me disse: Você não
vai! Na hora não respondi, preguiça mesmo. Então me perguntou se não precisaríamos conversar à respeito. Respondi que sim e comecei uma conversa pra terminar o namoro.



Foi duro, triste, mas era inevitável.
No momento que ele saiu da minha casa fui ao meu armário pegar uma saia que ele implicava com o comprimento curto, e que eu já achava que era muito longa, e sem dó nem piedade passei a tesoura.
Dali decidi: ninguém me diria o que eu iria vestir que não fosse eu mesma!

Por Simone Lima

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