Como tenho vivido o amor?

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Se nos dispusermos a olhar, ainda que brevemente, para a história, vamos perceber que os casamentos nem sempre foram a morada do amor. Em verdade, nada tinham de romântico, eram transações comerciais sempre organizadas pelas famílias para melhorar condições sociais, para fazer alianças entre nações, para assinar tratados de paz.

A mulher, nesses acordos, muitas vezes não passava de mercadoria e deixava a casa de seu pai para habitar a casa de seu esposo muitas vezes mediante a oferta de um dote. Ou seja, nem sempre era comprada, muitas vezes era preciso pagar para que o homem aceitasse tê-la como esposa. O que a tornava mais um objeto para enfeitar a casa.

Amar ou ser amada não estava incluso no acordo. Essa noção de que eu escolho e me caso por amor é algo relativamente recente (mesmo que ainda hoje, em muitos lugares do mundo, os casamentos arranjadas sigam acontecendo).

Esse AMOR ROMÂNTICO, que dá vida e ibope para tantos filmes e livros, é então uma construção social como tantas outras que a nossa cultura colocou no mundo. Mas antes de você parar de ler o texto e me taxar de pragmática, eu admito que acredito sim no amor e sou espectadora assídua de mais comédias românticas do que gostaria de admitir.

Mas o ponto que eu quero trazer para nossa reflexão hoje é o seguinte:

Como podemos caminhar para uma evolução dessa forma de amar que nos foi ensinada e que é tão difundida a ponto de nos aprisionar em regras e costumes que nem sempre são saudáveis para nós?

Somos seres de relação. Não conseguimos viver sem nos relacionar. Um bebê humano sequer sobrevive se não tiver alguém para o atender em suas necessidades. E é exatamente aqui que vamos aprendendo de que maneira nossas necessidades são atendidas, inclusive a necessidade de sermos amades.

A essa altura, creio que é possível entender que o que estou questionando é o que aprendemos sobre o amor. Seja esse aprendizado vindo das nossas relações familiares, da nossa sociedade ou da nossa cultura, talvez seja esse um bom momento para pensarmos sobre o que nos leva a nos apaixonar e como a paixão evolui para amor a ponto de nos levar a escolher casar.

A verdade é que não tenho respostas para essas questões porque não acredito que exista uma verdade única e nem uma única maneira de viver e amar. Por isso deixo aqui o espaço aberto para que possamos pensar juntas sobre como estamos vivendo o amor em nossas vidas. Como você tem amado a si e aos que estão ao seu redor? Vamos pensar sobre isso?

Por Duda Dorea

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