Dia 4 de fevereiro é o Dia Mundial do Câncer.

Uma doença (ou devo dizer muitas?) que provoca reações apavoradas nas pessoas. Hoje todos temos alguém próximo que já viveu um câncer, ou fomos nós mesmos que o enfrentamos.

As vivências são diversas. Extremamente sofridas, sempre dolorosas, uns se encolhem, outros crescem. Há quem tenha apoio e quem não. Quem é abandonado, quem enfrenta sozinho. Quem aprende e quem ensina. Mas todos passam pelo susto, o medo de morrer, a dificuldade de enfrentar sendo forte pelo menos em algum momento.

A ciência já nos proporciona esperança que até poucos anos atrás não tínhamos. Vários tipos de câncer são muito bem tratados e eliminadas suas possibilidades de retorno. E o incrível é que é um avanço enorme em tão pouco tempo.

No entanto, a marca estará sempre conosco.
Em fevereiro deste ano completam 12 anos que descobri o câncer de mama.

Sempre lembro disso nesta época. Assim como lembro em junho que fiz radioterapia por um mês, durante 28 dias num período de 4 semanas, como lembro que em novembro de 2008 acabaram as sessões de quimioterapia e que em dezembro iniciei o tratamento com o citrato de tamoxifeno. Tratamento este que durou 10 anos. Não sou masoquista, apenas são marcos na minha existência que fazem parte de mim.

O processo como um todo é grande e forte. Literalmente a vida da gente gira em torno disso. Tenho muito o que contar sobre esse período. E vou.
Por hoje passei por aqui pra lembrar que o auto exame não provoca o câncer, assim como os exames de rotina. Pelo contrário, essas atitudes ajudam a gente a descobrir a tempo de tratar e eliminar.

Por Simone Lima

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