É possível aprender a amar

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Relacionar-se é um arte. Independente do tipo de relação, seja em família, no ambiente de trabalho, entre amigues, estamos sempre aprendendo a conviver e a nos relacionar.

Por que seria diferente com o amor?

Em verdade, é exatamente por meio dessas relações que citei acima que aprendemos a amar.

As primeiras lições que aprendemos sobre o amor são ensinadas através dos olhos que quem nos carregou no colo. De todes que nos carregaram. O olhar de cada uma das pessoas que se dispôs a nos acalentar é o nosso primeiro espelho. O primeiro reflexo que vemos de nós mesmes e os primeiros registros que vamos ter, ainda que não estejam acessíveis em nossas memórias conscientes, do valor que temos no mundo.

Obviamente a forma, o modelo, a capacidade que as pessoas que nos acalentam tem de amar vai influenciar muito as nossas vidas.

Mas o tempo passa e nós deixamos de ser bebês e vamos explorar o mundo como crianças e adolescentes e jovens adultos e cada uma das experiências que vivemos vai nos dar mais uma lição sobre o que é o amor e sobre como podemos (ou não) vivê-lo. Essas lições virão das pessoas com quem vamos conviver, sejam da nossa família ou do círculo de amigos. Seja da nossa cultura e do quanto seremos valorizados (ou não) por sermos simplesmente quem somos.

A soma de todas essas experiências, de todos esses olhares vai nos oferecer uma imagem. E nós vamos acreditar que essa imagem nos representa. Vamos acreditar que nós somos aquilo que nos mostraram através de seus olhos/espelhos, de suas ações, de suas palavras. E, certamente tudo isso irá nos marcar muito profundamente.

As relações de afeto que iremos viver ao longo das nossas vidas vai sempre estar atravessada por essas experiências.

Mas e quando essas vivências nos ensinam que não temos valor, não merecemos ser amadas ou congelam dentro de nós a capacidade de dar e receber afeto?

Esse é um questionamento que me acompanhar sempre e que nunca me deixa descansar. Porque cada música que escuto, cada filme, cada obra de arte, tudo no mundo me leva a pensar sobre o meu processo de autoconhecimento. E cada dia que passa eu fico mais convencida que o grande objetivo de conhecer-se é aprender a amar.

Por isso tenho repetido sempre em meus textos e vídeos e encontros e para mim mesma todos os dias na frente do espelho (ainda mais agora em tempo de quarentena):

AUTOCONHECIMENTO É AUTO AMOR

E para finalizar esse texto que tem como único objetivo deixar caraminholas na sua cabeça, vou citar a diva maravilhosa dragqueen Ru Paul:

Se você não pode se amar, em que inferno você será capaz de amar um outro alguém?

Por Duda Dorea 

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