Fé de 70

Domingo passado chegaram os sons de Toninho Horta…
Segui por Lô Borges, Clube da Esquina, Milton Nascimento…poesia bonita e sutil de esperança, igualdade e justiça com Menino e Morro Velho.

Fui transportada à década de 70. Fim da minha infância, pré adolescência.
Minha casa transbordava esperanças de jovens mulheres. Minha irmã Débora entrando na faculdade, a Júlia no então 2º Grau. Nossos pais funcionários públicos. A política era discutida junto com trabalho e dinheiro. Construíamos nossa casa com financiamento da Caixa Federal, 20 anos pra pagar.

Voltei às minhas esperanças e sonhos. Quem eu seria, tantas possibilidades. Um mundo à minha frente.

Hoje a gente se encontra nesse momento cheios de esperanças e sonhos da hora de estarmos todos juntos, comemorando liberdades de abraços e de justiças, de igualdades e respeitos, de crescimentos individuais de povo.

Ouço de novo o Milton então junto com o Francis Hime em Homem Feito:

Desde pequinino alimento o sonho
Que homem não foi feito pra sozinho…
… E meu grande amigo se transformou em Fé…
E acredito mais quanto o tempo passa
O homem não foi feito pra sozinho…
…Te quero feliz
Muito feliz

Ainda tenho sonhos de menina. Ainda quero amigos de fé.
Tenho esperanças de justiça, de igualdades, de respeitos e de crescimentos individuais de povo.
Por Simone Lima

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