Me amo enquanto não me saboto!

Esses dias isolada não estão sendo fáceis pra ninguém, é claro. Na semana passada me senti muito mal. Não bastasse estar obrigatoriamente fechada em casa, com medo de ficar doente e não me recuperar. Com medo de que alguém que amo fique doente e morra. Precisando pagar o salário de 7 pessoas que dependem dele pra continuar vivendo com dignidade. Sustentar minha casa e meus filhos. Sustentar a estrutura da Ayne Casa de Cultura…as questões políticas que passamos nesse país já seriam de tirar qualquer um do sério e ter vontade de arranjar uma bazuca pra entrar Planalto à dentro e cometer um extermínio que o vírus não deu conta!

Pois bem, como manter a sanidade?

Há um pouco mais de 12 anos tive um câncer que levei quase um ano tratando de forma pesada. passado esse período entrei com medicação pra que esse infeliz não voltasse. Consequentemente outros medicamentos entraram de roldão. Passei a ser hipertensa, e depressiva, o que os novos medicamentos controlaram. Dois anos e meio atrás tive alta do remédio que evitava a recidiva e um ano atrás comecei a reduzir o antidepressivo.

Então, semana passada fiquei muito mal, bastante mal.

O exercício de olhar pra dentro sempre com cautela e, especialmente carinho me fez concluir que não mereço simplesmente empurrar a vida. Tenho muitos e ótimos motivos pra continuar feliz e ultrapassar os percalços que a vida traz com a cabeça pra cima. Isso porque eu sou uma pessoa legal. Me preocupo com os outros. Tento fazer o melhor que possível pelas pessoas, sempre cuidando de mim.

Conversei com minha médica na sexta dia 1º, aumentei a dose de antidepressivo, não ao nível inicial, mas um pouco mais que dos últimos meses.
Fez bem!

Preciso dizer que minha terapeuta também tem sua parcela nessa mexida.
Como sempre na minha vida a rede que me cerca de família, amigos, profissionais e propósito fazem a diferença.

Se cuidem.

Por Simone Lima 

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