Mulheres Querem Paz

Ontem à noite ouvi Dr. Denis Mukwege no Fronteiras do Pensamento.

Pelos deuses, mexe com tantas coisas dentro da gente. Verdade seja dita, o que provoca dor e ansiedade ao mesmo tempo pode causar alegria e esperança. Este homem, ganhador do Nobel da Paz em 2018, mais do que merecidamente, tem a naturalidade de ver as mulheres com os olhos e a alma que merecemos e buscamos.

Então nos perguntamos por que é tão inusitado e o que provoca esta humanidade?
Infelizmente ainda não tenho a resposta.



No entanto é fácil ver os olhos da maldade masculina. A violência contra a mulher está dentro de casa, na naturalidade como somos vistas como objeto, na premissa que desconsidera a mulher como ser humano detentor de seu próprio espírito e seu próprio direito de ser. Temos a maldade masculina dirigida ao subjugo, ao poder dos homens.

Essa maldade se traduz em nomes e conceitos diferentes, mas sempre usando os instrumentos de violência contra o corpo buscando matar a alma.

Dr. Mukwege luta pela igualdade de gênero e esse é seu movimento perante a humanidade e também luta em passos firmes, não pouco doloridos pela integridade das mulheres do Congo, submetidas às atrocidades da guerra que às usa como núcleo da expressão da maldade. Em suas palavras “a batalha se faz sobre o corpo das mulheres”.

Conta que no período exilado recebia mensagens de mulheres que já haviam passado por seu hospital. Essas mulheres montavam barracas na rua, vendendo frutas e legumes e o dinheiro arrecadado era entregue ao hospital, para que outras mulheres pudessem ser cuidadas. Também se dispunham a enviar-lhe o necessário para que ele voltasse ao Congo com sua família. Que sendo preciso 25 mulheres protegeriam seu hospital e sua casa e, antes que ele fosse atingido precisariam atingir 25 mulheres.

Sua reflexão sobre as mulheres é encantadora e traz mais motivos para
acreditarmos em nós. Somos congregadoras! Não agimos apenas em próprio benefício.

Queremos o bem comum e quando buscamos levantar queremos fazer com que outras se levantem conosco.

Esses tempos são difíceis, mas nunca foram fáceis.
Levantemos sempre juntas pela justiça, e pela paz.
Um mundo pacífico é possível.

Por Simone Lima

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