Relacionamento aberto: Respeito a Individualidade ou Promiscuidade?

Os relacionamentos são baseados em acordos, mesmo que elas não sejam ditos explicitamente. A gente busca demonstrar de várias formas o que nos faz bem e o que buscamos ao nos propormos a nos relacionar. Quando falamos de relacionamento aberto não falamos que necessariamente as pessoas vão se relacionar com outras pessoas de forma romântica ou sexual. Mas se trata de ter liberdade para isso.

É olhar as contradições e os desejos de forma menos careta e entender que é natural do ser humano, num mundo tão grande quanto o nosso, encontrar outras tantas pessoas interessantes. Mas isso não significa que as pessoas irão cada dia da semana estar com uma pessoa diferente. Não se trata necessariamente de promiscuidade, afinal, para isso não é necessário um relacionamento aberto, pode-se ser solteiro ou viver um relacionamento de mentira como há tantos por aí.

Eu não acho que ninguém deveria ter vergonha da promiscuidade. Mas classificar os relacionamentos abertos em promiscuidade é somente um dos tantos preconceitos que buscam menosprezar outras formas de experiência que não estão dentro de um padrão pré definido.

É muito mais sobre respeitar a individualidade, e entender que as pessoas não se “completam”, porque as pessoas não estavam pela metade até se encontrarem. É entender que as pessoas não deveriam se tornar dependentes, muito menos, incapazes de viver outras experiências em detrimento do amor que já encontraram. 

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