Respeito – Ayne reflete por Simone Lima

Minha frase de cabeceira, de tela, de lema, etc. é:
“Respeito é bom, barato, cabe em qualquer lugar e eu gosto”
E´ tão bom quando os outros usam, abusam e vivem esse respeito com a gente,
não é? Pra gente nem sempre é tranquilo usar com os outros, as vezes se tem vontade
de chutar o balde, afinal se não me respeitam não quero bancar a idiota, né? A gente
normalmente se sente usada de alguma forma e quando esse cutucão vem, azar de que
tá na frente.
Mas respeito é pra ser vivido o tempo todo, mesmo nos momentos difíceis, pois é
nessas horas que provavelmente vai fazer mais diferença.
Morei anos fora do Brasil e na volta a parte mais dura da readaptação foi
exatamente a falta de respeito que temos uns com os outros. Ser pedestre e não ter
tempo suficiente pra cruzar um sinal, ser motorista e o carro do lado não dar seta, ou
simplesmente fechar a frente. Pior, estar na estrada e os espertos seguirem pelo
acostamento e tudo bem. Ter baga de cigarro aos montes nos cordões da calçada. Ver
jogarem lixo pela janela do carro. Não ter calçada para andar. A falta das “palavras
mágicas” por favor, obrigada, com licença, sem falar no bom dia, boa tarde, boa noite.
A lista é muito longa e aqui nem citei nada especialmente relevante na vida das
pessoas, fiquei no trivial do dia a dia. E falar de preconceito? Da forma como tratamos os
subalternos? E o ouvir e o falar com respeito? Como agir em espaços coletivos, a
convivência, o emprestar e o devolver?
Eu ( parafraseando um professor de história) fico possessa da fisionomia. As vezes
as coisas chegam ao ponto de dar raiva mesmo. De pensar que quero mais é ir embora
daqui. Mas eu lembro da guria que eu era, que tinha orgulho de cantar os hinos e tem até
hoje – todo 20 de setembro acordo cantando o Hino Riograndense – das letras se fala
noutro momento.
Esse país é meu, como é de todo brasileiro e de todos os estrangeiros que o
adotam.
Princípios e educação vêm de casa, se fundamenta na escola e se exercita na
convivência. O que não inviabiliza às pessoas de aprenderem ou aperfeiçoarem caso não
tenham tido oportunidade quando pequenas.
O trabalho com respeito ao outro é o trabalho mais bem feito.

 

Simone Lima

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