Saindo da Curva

As vezes a gente ouve tanto a opinião que as pessoas tem da gente que sentimos como se tivéssemos que cumprir esse papel que nos estabelecem ou nos identificam.

Sabem como criança que recebe uma identificação de comportamento pelo grupo que ela frequenta que se não for tirada desse contexto jamais será possível ser outra?

Já estive bem perto de algumas crianças passando por isso e vi a feliz transformação e o imenso alívio ao poder sair dessas amarras. É como uma lagarta que ao sair do casulo vira uma borboleta.

Com os adultos essa transformação é bem mais complicada. Nos falta o olhar atento e carinhoso de um familiar ou de um professor que faça o alerta. E nós mesmos temos dificuldade de olharmos internamente e sentir estas imposições externas que exigem que sejamos o que não somos ou o que não queremos ser mais.

Voltando a ideia do casulo, dedicarmos um tempo interno pode ser uma experiência tão positiva. Olharmos pra nós mesmos, deixarmos de sofrermos as interferências dos outros e de outros ambientes pode ser tão bom. Tempo pra gente mesmo não é egoísmo, mas saúde. Engana-se quem pensa que é absolutamente necessário que não possa ter um momento para si mesmo ou que o outro não tem o direito de ter um momento para si.

A gente precisa dar uns passos fora da curva de vez em quando. Manter a sanidade!

Por Simone Lima

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